quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O tempo não te cura, Marmota.

Para um coração cinzento, o dia revelou um belo dia; nem ensolarado, nem frio. Talvez seja belo mesmo, depois de dois anos. Mas ainda não há cor no coração que morreu com ele.
-Lamento não ter ido.
-Sem grilo, Kid. Como você está?
"Como eu estou", ela pensou. Era impossível responder positivamente, ignorando todos os fatos. Não, ela não estava bem e nunca mais esteve verdadeiramente bem depois dos acontecimentos. As feridas fecharam-se em cicatrizes, mas a pele ainda está sensível. Memórias, memórias. Saudade. É tudo que restou.
-Diga o que pensa, Kid.
Houve uma breve pausa.
-Penso no tempo. Ele não me curou.
-Não pense na cura. Pense na aceitação.
-Mas eu aceitei! Digo, em termos. Eu sei o paraíso onde reside agora. Sei que não sente mais dor, que está infinitamente melhor, mas... Mas eu não estou. Nem sei se um dia vou estar. Desde que tudo aconteceu, meu coração perdeu algumas cores básicas da vida.
Não sabia se era possível ou não, mas sentiu como se um sorriso florescesse em seu coração.
-Eu sempre vou estar com você, Kid.
Chorou. Sempre chorava. Mas desta vez, não era simplesmente um ato saudosista; era a prova de que o tempo jamais apagaria a imensa importância que ele tinha para ela.




Tu faz uma falta, Marmota...
Te amo, forever and ever.

2 comentários:

Jimnamite disse...

vou amar esse fdp pra sempre ♥ e vc tb minha musa
TE AMO!

andre disse...

FUCK,you ARE a writer!!
Sempre admiro esse seu dom,more and more...
Nem imagino como deve ser...