segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A promessa a ser cumprida.


-Finalmente, posso te chamar de empresária, hein?
Ela não soube exatamente o que responder; assim, tudo que saiu foi um simples:
-Pois é.
Os dois ficaram muito tempo sem se falar. Ele, porque mora longe demais, e ela, porque vive de menos.
-Não parece feliz, dona morsa.
-Estou. Mas não estou. Dá pra entender isso?
-Se você explocar, posso tentar.
-Eu estou feliz. No meu coração eu sinto isso. Estou grata por ter batalhado tanto por uma coisa que virou realidade. Mas ao mesmo tempo...
-Está conflitante.
-Sim. Estou tentando enganar minha mente dizendo que esse medo é ansiedade.
-Cara, isso é muito comum.
-Será?
-Cara, cê acha que todo mundo que monta uma empresa do nada está 100% confiante em si e no negócio?
-Eu deveria, não?
-Você acredita sim. Mas ainda é humana, morsenta.
Ela suspirou, exalando todo um peso que tinha em si.
-Eu morro de medo de dar errado. Mas ao mesmo tempo, sei que vai dar certo. Isso faz algum sentido?
-Claro que faz, morsa.
De repente, ela se arrebentou em lembranças e em sonhos. Contou-os todos, como contos-de-fada, ao amigo que mesmo longe, ajudava sem sem chamado.
Quando acabou, sentiu-se melhor. Sentiu-se completa -e humana. Sabia do que era e do que não era verdadeiro para si e com medo ou não, aquele era o seu caminho.
Então, enviou uma foto ao seu amigo - essa mesma, que ilustra essa crônica.
-Qué isso?
-Minha promessa a ser cumprida.
E mesmo não se vendo, sabiam que estavam sorrindo um para o outro.




Propaganda descarada do meu sonho:
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(:

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Porque a amizade é assim.

-Hoje é o dia dele.
-Grande coisa.
-Calado, Pé. Se é pra atrapalhar, a venesiana está ali.
-AUDÁCIA!
-Então, hoje é o dia dele!
-Digas logo, serva, não enroles!
Silêncio.
-Que foi?
-Parou?
-Parou o quê?
-De encher o saco? Você está atrapalhando!
-Ora essa! Eu nunca atrapalho! Eu só complemento!
-Claro.
Silêncio.
-Posso continuar?
-Estás pedindo consentimento a mim? Ora, ora, que coisa peculiar.
-Por que?
-Porque tu nunca pedes nada pra mim.
-Aff.
-Isso é um momento a se marcar.
-Ok, marque na sua cachola vazia e me deixe continuar.
-Tu és muito insolente mesmo.
-Enfim, hoje é dia dele!
-De novo?
-Ai meu Deus.
-Por que ficas repetindo isso?
-Porque você me desconcentra.
-Eu te desconcentro ou tu não sabes como proseguir?
-Eu devo merecer isso, não é possível.
-Obviamente se tivéssemos seguido o MEU padrão de homenagem, isso já teria terminado e eu poderia assistir Cavalo de fogo em paz.
-Vou até sentar.
-Tu sabes que tenho razão!
-Claro Pé, claro.
Silêncio.
-Enfim, como eu ia dizendo...
Relincho.
-MANO, vou te socar.
-Mano? Que gíria mais pagã tu usas comigo, serva!
-Meu, desisto. Jim, meu caro, você sabe como eu te considero como um irmão. Te amo, é nóis pra sempre, felicidades, manda beijo pra Bi, pro Miguelzinho e volta logo pra gente encher a cara. Fuiz.
-Ei serva, aonde vais? Terminaste? Ótimo, tenho meu próprio espaço agora! Venci! Venci! Então, o que devo fazer primeiro? Hmm...Oi serva, voltaste? Que rolo de macarrão é esse? AAAARGH!




Jim,
Não estou muito inspirada hoje, mas espero ter suprido sua necessidade de ter uma homenagem aqui.

Amizade é assim, né? Mesmo longe pracarái, você se preocupa comigo e eu com você, e sabemos que somos mundos diferentes que se complementam em partes boas e ruins. Que nos apoiamos e nos socamos, quando necessário.

O importante é que amizade é baseada no respeito, e isso temos de sobra.

Estou ai pra você forevá, mái fríêndi.
Mucho amore, Fratello!