domingo, 11 de julho de 2010

O cachorro paulista, o gato carioca e o ratinho caipira.

Vindo do Rio de Janeiro para a bela cidade do Arco-íris, no interior de São Paulo, o gato preto chamado pelos amigos de Juca Duas-Meias (pois suas patas dianteiras eram brancas, como meias), ia visitar seu amiguinho, o ratinho Catapora, que estava com a patinha traseira quebrada.
Com o auxílio do mapa da cidade, Juca Duas-Meias ia andando pelas longas e estreitas ruas de paralelepípedos, e admirando a pequena e humilde cidade, cuja estrutura parecia ser cenário dos filmes sobre o século passado.
Depois de uma caminhada, ele finalmente chegou à toca de Catapora. Com sua pata, bateu de leve na porta, dizendo:
-Catapora! Cê tá aí, mano?
O ratinho, ao ouvir a voz do seu amigo carioca, abriu a porta e cheio de alegria, foi atendê-lo:
-Juca Duas-Mêia! Ocê não sabi como é bão ti vê!
Na porta da casa (pois todos sabem que o gato não caberia em uma toca de rato) Juca Duas-Meias e Catapora relembravam os velhos tempos, como se conheceram e ficaram amigos, contrariando o costume da rivalidade entre gatos e ratos:
-Eu nunca vô mi isquecê di quando ocê me salvô dos gato! - Diz Catapora.
-Ora, brother! Deixa disso. Cê sabe que eu odeio rivalidades! Como você diria "é uma porqueira". -Responde Juca Duas-Meias, lambendo suas patinhas dianteiras.
Finalmente, a noite caiu. Como de costume, os gatos saem à noite, pulando nos telhados. Pois foi isso que o gato carioca fez, enquanto Catapora repousava em sua toca.
Após ficar pulando em telhados, Juca Duas-Meias resolveu dar umas voltinhas pela cidade, para conhecer o lugar. Ao virar a esquina, Juca deu de frente com um cachorro que aparentemente era vira-lata, pois era mistura de muitas raças. O gato tentou se aproximar do cão, mas esse logo arreganhou os dentes. Como o nosso gato carioca não é bobo, saiu em disparada.
No meio da correria, Juca Duas-Meias parou, e indignado, perguntou ao cão:
-Ô brother, espera um pouco! Queria te perguntar uma coisinha!
-Õh! Claro! - Respondeu o cão, não entendendo nada.
-O que eu fiz para você? -O gato perguntou.
O cão, com ar de dúvida, mexeu os ombros, como se dissesse "sei lá".
-Então, qual é a razão de você me perseguir? Não vá me dizer que eu sou um gato e você um cachorro, pois eu não caio nesse lero! Por que não paramos com esse "chove-não-molha" e sejamos amigos? -Diz Juca.
-Você tem razão! Eu sou João Luis, de São Paulo.
No dia seguinte, logo depois de Catapora (já curado) e João Luis se conhecerem, os três amigos saíram para brincar. Mas para acabar com suas alegrias, chegaram gatos, cachorros e ratos de braços cruzados, não gostando da cena que assistiram. Juca, o ratinha caipira e João Luis tentaram convencê-los, mas ignorando-os, os gatos, ratos e cães deram as costas. Lamentando, os três amigos saíram abraçados, rua à fora.

Moral da história: Mesmo nas espécies diferentes, a amizade floresce.


[Rebeca Bondioli, quinta série:aula de redação - dia 4 de junho de 1994]




4 comentários:

Jimnamite disse...

Q COISA FOFA!
VC ESCREVEU ISSO NA quinta SERIE?
sabe o q eu fazia na quinta serie? com certeza nao era escrever fabulas na aula de redacao shuqshpqhsphaiu
fico feliz q vc voltou as raizes

nunca se esqueca q acima de tdo vc eh minha escritora favorita
vamo q vamos rebz!

Dario Duarte disse...

Lindo!! Delicado!!!

Ichigo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ichigo disse...

Eu nem era nascida e essa garota já ahazava rs
parabéns pela redação :)